Tag Archive | "repórter de imagem"

Repórter por intuição

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Repórter por intuição

Posted on 04 Novembro 2011 by admin

A grande reportagem ocupa-lhe os dias. Parte para o terreno sem guião e deixa-se levar pela história que encontra. Conduz então a sua câmara com intuição e mestria  pelo fio da meada que vai descobrindo enquanto percorre o trilho da história, para brindar, por fim, os espectadores com o seu talento.

Para Ricardo Ferreira, TVI, a criatividade, a audácia e a observação do trabalho dos colegas são a chave para encontrar um enquadramento, uma imagem, que faça a diferença.

- Quantos prémios recebeste este ano?

- Três.

-E qual é o segredo para receberes tantos prémios?

- Segredo? Não há. Poderá haver a conjugação de vários factores, depende do tema, do jornalista, dos outros candidatos…

- E do teu trabalho?

-Sim, a imagem também deve ter a sua quota-parte, assim como a montagem.

- Quando filmas percebe-se que as imagens são tuas, mesmo sem legenda. No fundo, as tuas imagens têm assinatura. Usas algum recurso técnico ou é pura intuição? Continue Reading

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A câmara é uma espectadora

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A câmara é uma espectadora

Posted on 14 Outubro 2011 by admin

Prefere o PREC ao status quo. Lutou pelo reconhecimento da profissão de Repórter de Imagem, foi pioneiro da SIC e está sempre disponível para novos desafios.

Carlos Aranha, SIC

Para Carlos Aranha, “era preferível reduzir os meios que as televisões têm destinados à informação diária e fazerem mais reportagens alargadas”.

- És repórter de imagem há quantos anos?

- Antes de ser repórter de imagem fui operador de imagem cinematográfica, como se chamava na altura. Passei a operador de câmara em 1979 depois de vir da tropa, na RTP, claro.

-Os repórteres de imagem têm hoje o estatuto de jornalistas graças à acção de um conjunto de profissionais nos quais estavas incluído. Recordas-te dessa luta?

- Havia na RTP operadores de câmaras que faziam produção, documentarismo e outro tipo de trabalhos, mas havia também um grupinho muito reduzido que só fazia o Telejornal, no qual eu me incluía. Continue Reading

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As Imagens em mil palavras

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As Imagens em mil palavras

Posted on 16 Setembro 2011 by NP

A perspectiva muda quando se opera uma câmara. A noção de realidade confina-se a um pequeno visor. Um monitor monocromático, na maior parte das câmaras profissionais, dão-nos a falsa noção de segurança e tranquilidade, como estando resguardados num mundo aparte e só nosso.

Nuno Patrício

Nuno Patrício, jornalista RDP, ex-repórter de imagem RTP, hóspede do Hotel Palestina, Iraque, 2003.

Um olho, apenas, passa a ser o nosso sentido mais apurado. A terceira dimensão,
a profundidade, desaparece e passamos a agir como realizadores mas não criamos ficção. Buscamos incessantemente informação, não descurando o ângulo certo, a imagem, mesmo que o “foco informativo” não seja apelativo. Se sai mais tremido ou por instantes desfocado, não se trata da estética que está na moda mas muitas vezes são as vicissitudes do momento que não se consegue contornar.

Ser repórter de imagem, não é ter uma câmara ligada, é um “ser” câmara ligada permanentemente. É o olhar crítico e cirúrgico sobre o mundo que nos rodeia, mesmo não estando a trabalhar. Várias vezes dei por mim angustiado por não ter registado “aquele momento”, porque são instantes, naturais, sabemos que não se repetem. Continue Reading

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Dança

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Gravando a história

Posted on 30 Julho 2011 by admin

Costumo dizer, que um repórter de imagem em serviço tem uma acentuada deficiência motora (a agilidade não é grande com 13 quilos ao ombro) e perde parte da visão periférica (fica sem a noção do que se está a passar do lado direito da cena), vendo o mundo a duas dimensões através de um tubo catódico. Apesar destas “deficiências”, ele vai desenvolver um olho para a imagem e um ouvido para o som balizados pelo sentido da notícia.

DançaA tomada de imagens deve reflectir a atmosfera, o ambiente do evento.

Deve, por isso, escolher os ângulos de captura da acção e das emoções geradas por um acontecimento e estar de ouvido à escuta. Enquanto o redactor está preocupado em “contar” a história, o repórter de imagem deve preocupar-se com a gravação da história em imagens e sons. Isso não significa que deva gravar cada minuto do evento, e horas e horas de imagens. Pelo contrário, o repórter de imagem deve registar apenas alguns minutos de cada actividade enquanto ela está a decorrer. Podem ser feitas várias tomadas de imagem de diferentes ângulos de modo que o ângulo mais eficaz possa depois ser editado e inserido na reportagem ENG. Note-se que muitas vezes as reacções e comentários de pessoas que participam ou assistem a uma actividade são mais interessantes do que a actividade em si mesma. Continue Reading

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Lead

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Captando a história

Posted on 27 Julho 2011 by admin

“Não deixes que a realidade estrague uma boa história!”, é um adágio profissional que retrata na perfeição o resultado de uma pesquisa mais aprofundada sobre um determinado acontecimento. Às vezes, o que parece não é! Que temas ou acontecimentos devem então ser cobertos pelas equipas de reportagem ENG?

A maioria das estações de televisão tem destacado um ou mais editores para trabalhar directamente com as equipas ENG, dirigindo-as e atribuindo-lhes serviços. Estes editores estão familiarizados com o estúdio de televisão e com os equipamentos, assim como são observadores atentos dos programas de informação, estão a par dos acontecimentos do país e do mundo e sentem quais são as notícias relevantes para a audiência da sua estação de televisão. Eles estão em sintonia com as notícias quer através das agências noticiosas, quer da leitura de jornais, da escuta de estações de rádio, assim como pela recepção de dicas das mais variadas organizações (sobretudos agências de comunicação) e seus membros sobre acontecimentos agendados. Uma vez que a ocorrência tenha sido considerada boa notícia, uma equipa ENG é designado para cobrir e relatar a história. Continue Reading

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Equipa ENG

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ENG: A Pedra de Toque

Posted on 26 Julho 2011 by admin

A sigla ENG é reconhecida por todos como a abreviatura de “engenheiro”. Contudo, no meio televisivo, ela tem um significado bem diverso. Electronic News Gathering ou Captação Electrónica de Notícias é a nossa forma de dizer ENG.

Este conceito nasceu no início dos anos 80 do século passado quando a fita magnética destronou o filme no registo dos acontecimentos. A reportagem ENG assume-se, desde então,  como a pedra de toque de qualquer telejornal. Gravar e relatar os acontecimentos tal como eles ocorrem é tudo o que as notícias pretendem contar. A essência da captação electrónica de notícias (ENG) é, pois, “agarrar a história” e apresentar essa informação ao espectador. Continue Reading

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