Actualmente, uma das maiores ameaças à integridade física quer dos militares quer dos jornalistas reside nos Improvised Explosive Disposal (IED), engenhos explosivos improvisados, também conhecidos por “road side bombs”. Estes engenhos estão a atingir grande sofisticação tecnológica quer em termos dos estragos que provocam quer dos mecanismos de iniciação por controlo remoto, muitas vezes associados à utilização do telemóvel. Em zonas urbanas de alta ameaça, como sejam as do Afeganistão e do Iraque, é importante circular em colunas militares ou em viaturas que tenham dispositivos inibidores de frequência de telemóvel (jammers).
A ONU estimou que havia 120 milhões de minas terrestres em todo o mundo quando a campanha para banir as minas terrestres começou em 1995. Desde então, o Tratado de Otava de 1997 levou à Convenção sobre a Proibição do Uso, Armazenamento, Produção e Transferência de Minas Antipessoal e sobre a sua Destruição, que entrou em vigor em 01 de Março de 1999 e foi, até 2011, assinado ou ratificado por 156 Estados. O Afeganistão e Angola, dois países mais afectados do mundo por minas, ratificaram a Convenção, mas, até agora, ainda há 40 países que não assinaram, entre os quais os Estados Unidos.
As minas anti-carro, têm grande capacidade explosiva pois destroem o carro que a pisa matando os ocupantes. A mina antipessoal, com menor capacidade explosiva, é um engenho explosivo concebido para mutilar ou matar a pessoa que a acciona e as que se encontram nas imediações. Ela mata e mutila soldados e civis, adultos e crianças durante décadas após a guerra tenha acabado. Muitas vezes, as minas anti-carro e antipessoais estão associadas. A anticarro pára o movimento da coluna e a antipessoal atinge as pessoas que tentam fugir do local.
Nos cinco anos seguintes ao Acordo de Dayton, mais de 1.250 bósnios – a maioria civis – foram mortos ou feridos por minas terrestres. No Afeganistão, entre Abril de 1998 e Dezembro de 2000, o Comité Internacional da Cruz Vermelha tinha registado 2.686 vítimas de minas terrestres e engenhos explosivos não detonados, ou seja, três pessoas por dia. Ler mais

















