Arquivo | Novembro, 2011

Tipos de minas

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Campos minados

Publicado em 30 Novembro 2011 por admin

Actualmente, uma das maiores ameaças à integridade física quer dos militares quer dos jornalistas reside nos Improvised Explosive Disposal (IED), engenhos explosivos improvisados, também conhecidos por “road side bombs”. Estes engenhos estão a atingir grande sofisticação tecnológica quer em termos dos estragos que provocam quer dos mecanismos de iniciação por controlo remoto, muitas vezes associados à utilização do telemóvel. Em zonas urbanas de alta ameaça, como sejam as do Afeganistão e do Iraque, é importante circular em colunas militares ou em viaturas que tenham dispositivos inibidores de frequência de telemóvel (jammers).

Tipos de minas

Exempos de alguns tipos de minas.

A ONU estimou que havia 120 milhões de minas terrestres em todo o mundo quando a campanha para banir as minas terrestres começou em 1995. Desde então, o Tratado de Otava de 1997 levou à Convenção sobre a Proibição do Uso, Armazenamento, Produção e Transferência de Minas Antipessoal e sobre a sua Destruição, que entrou em vigor em 01 de Março de 1999 e foi, até 2011, assinado ou ratificado por 156 Estados. O Afeganistão e Angola, dois países mais afectados do mundo por minas, ratificaram a Convenção, mas, até agora, ainda há 40 países que não assinaram, entre os quais os Estados Unidos.

As minas anti-carro, têm grande capacidade explosiva pois destroem o carro que a pisa matando os ocupantes. A mina antipessoal, com menor capacidade explosiva, é um engenho explosivo concebido para mutilar ou matar a pessoa que a acciona e as que se encontram nas imediações. Ela mata e mutila soldados e civis, adultos e crianças durante décadas após a guerra tenha acabado. Muitas vezes, as minas anti-carro e antipessoais estão associadas. A anticarro pára o movimento da coluna e a antipessoal atinge as pessoas que tentam fugir do local.

Nos cinco anos seguintes ao Acordo de Dayton, mais de 1.250 bósnios – a maioria civis – foram mortos ou feridos por minas terrestres. No Afeganistão, entre Abril de 1998 e Dezembro de 2000, o Comité Internacional da Cruz Vermelha tinha registado 2.686 vítimas de minas terrestres e engenhos explosivos não detonados, ou seja, três pessoas por dia. Ler mais

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A activação da função ALAC na câmara permite obter uma imagem isenta de aberrações cromáticas.

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A correcção automática de aberrações

Publicado em 28 Novembro 2011 por Fernando Antunes

A questão das aberrações cromáticas foi sempre um drama para a área de ficção ou publicidade e não era algo que preocupasse a operação ENG, até à entrada da alta definição na operação diária.

A activação da função ALAC na câmara permite obter uma imagem isenta de aberrações cromáticas.

Trata-se de um fenómeno óptico que depende da óptica e que varia ao longo do curso dos ajustes ópticos de Zoom e Focagem. A luz ao passar através do vidro sofre uma refracção que está dependente do comprimento de onda da luz e da curvatura da lente.

Passei algumas horas a tentar explicar que os riscos vermelhos e azuis que apareciam nos contornos das linhas na periferia da imagem. Estes ora se agravavam, ora melhoravam enquanto se alterava o enquadramento, só podia ser devido à óptica, uma vez que o sensor estava fixo e imóvel. Muitas vezes só quando se mostrava o equipamento a operar com uma lente de uma gama superior, este fenómeno era compreendido. Ler mais

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O arquivo

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O arquivo

Publicado em 25 Novembro 2011 por admin

Procuro incessante fotografias, memórias e momentos cristalizados dos lugares por onde passei. Revejo álbuns, com fotos ainda presas pelos cantos, “cêdês”e discos externos e nem um canto do mundo para avivar a memória pelo canto do olho.

José Carlos Ramalho

José Carlos Ramalho, RTP, mantém "viva a esperança que mesmo sem imagens, pelo menos os meus filhos acreditem no que um dia lhes contarei".

Já não sei quantas reportagens fiz… parei de contar às mil, e isso já foi há mais de vinte anos.

Irra! Nem uma foto como prova para contar uma história!

Levei demasiado a sério o papel de“jornalista invisível” de televisão. O elemento neutro nesta adição, mas que sem ele, a notícia televisiva não existe!

Pode até parecer uma situação ingrata, mas sinto-me confortável assim: anónimo, protegido por uma máquina. Extensão do olhar, que fixa os momentos, a história e as estórias num suporte digital qualquer. Ler mais

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Cobertura de vista e ao fogo

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A cobertura

Publicado em 23 Novembro 2011 por admin

A cobertura, num conflito, não é apenas noticiosa, apesar de ser para isso que o repórter se desloca ao local. Há outras coberturas fundamentais a ter em consideração. Hoje vamos abordar a cobertura de vista (ver sem ser visto) e a cobertura abrigando-se do fogo (protecção contra projécteis).

Cobertura de vista e ao fogo

Se você tem que olhar, espreite sempre quanto mais rente ao chão possível.

Cobertura de vistas

Você pode ser visto por causa de sua forma, brilho, silhueta ou movimento. Se não quer ser visto, não use nada brilhante. O equipamento brilhante deve ser sujo ou ofuscado. Pense no efeito do sol sobre a lente da câmara.

 Cobertura ao fogo

Não se esconda num lugar onde alguém foi recentemente atingido. Esta zona é um alvo activo. Para ser eficaz, a sua cobertura deve ser capaz de parar um projéctil, e não apenas protegê-lo da linha de visão.
Uma pequena árvore, uma cerca de madeira ou a carcaça de um carro não irão protegê-lo. Só nas séries policiais da TV é que a porta de um carro protege contra armas de fogo. Ler mais

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A Zebra técnica

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A zebra

Publicado em 21 Novembro 2011 por Fernando Antunes

O melhor amigo do homem pode ser o cão mas a melhor amiga do repórter ENG é a zebra.

Durante vários anos em que estive envolvido em formações a operadores de câmara, um dos pontos que gerava sempre alguma discussão era a deste animal que habita os viewfinders.

Viewfinder

O medidor pontual dá a medição exacta do nível num ponto, no entanto durante a operação os níveis periféricos são os que podem trazer mais problemas. O histograma dá uma medição da distribuição de luz na cena, mas não identifica quais as zonas de imagem problemáticas.

Muitos consideravam que a utilização era confusa, distraia da acção real, conhecem o equipamento e que não precisam do auxílio da zebra. Outros consideram essencial, mas com reservas quanto à melhor utilização.

Quem chega agora à operação de câmara, considera a zebra uma coisa do passado olhando para o histograma ou o medidor de nível pontual como as ferramentas do ENG do séc XXI. Na realidade, sendo muito úteis, têm funções diferentes e essenciais em alguns tipos de operação, mas a zebra continua a ter o seu papel específico e fundamental. Ler mais

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O importante é a estória

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O importante é a estória

Publicado em 18 Novembro 2011 por admin

Ser jornalista é ser explorador de emoções ou a notícia dentro da notícia? 

José Manuel Rosendo

Um caderno, um gravador de som e um telefone de satélite são as ferramentas de trabalho de José Manuel Rosendo, RDP, em missão num qualquer cenário de conflito internacional. (Foto tirada no Zigurate de Ur em Nassíria, Iraque)

Há heróis que não pegam em armas, apenas se entregam de alma e coração (e conhecimento) às causas justas. Uma delas é a de salvar vidas. Em Tripoli, depois dos rebeldes tomarem a capital, o médico Salama Aghila, acudiu a uma chamada de jornalistas, saiu do hospital onde estava a trabalhar e foi à prisão onde estavam alegados mercenários fiéis de Mohamar Kadhafi. Demorou 15 minutos a chegar e os guardas da prisão, na presença de jornalistas, abriram-lhe a porta. Foi tratar um preso, de cara e mãos queimadas, que estava sem tratamento desde que tinha sido detido. Este médico, que antes me tinha falado das atrocidades das forças de Kadhafi, não quis saber quem era este homem que precisava de assistência médica e limitou-se a tratá-lo. Ler mais

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Posto de controlo

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No trilho da notícia

Publicado em 16 Novembro 2011 por admin

Hoje vamos  abordar as colunas de veículos, os internacionais “convoys”. Como sabe, nunca se deve deslocar sozinho. Mas, no trilho da notícia, um dos momentos potencialmente críticos nas deslocações no cenário de conflito é a aproximação aos postos de controlo. Na abordagem aos militares, milícias ou guerrilheiros que controlam o posto, nunca se esqueça que o seu objectivo é passar em segurança. 

Posto de controlo

A passagem por postos de controlo pode ser um momento de tensão e de potencial perigo.

Checkpoints

A passagem por postos de controlo pode ser um momento de tensão e de potencial perigo. Eles podem ser controlados por milícias, forças de guerrilha ou soldados regulares que perderam a moral e disciplina. Não se esqueça que o seu objectivo é passar com segurança. Seja sempre educado. Evite o confronto.
Aborde o posto de controlo sem nada nas mãos, excepto os documentos necessários e identifique-se como jornalista. Se for um controlo de rotina na estrada e que não levantem objecções, seja educado, mas não voluntarioso. Dê apenas as informações que lhe são pedidas e não se mostre demasiado curioso.
Nunca tente filmar sem permissão. Ler mais

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Efeito Skew

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CCD’s ou CMOS?

Publicado em 14 Novembro 2011 por Fernando Antunes

O CCD foi o rei que até hoje dominou o mercado, mas o CMOS é agora o hype, e é adoptado por praticamente todos os fabricantes que fazem alarde disso.

Smear

Efeito Smear poduzido por sensor CCD.

O CMOS oferece vantagens em equipamentos de operação ligeira: custos de produção mais reduzidos, menor consumo (que permite aumentar o tempo de operação da bateria), tamanho e peso do equipamento menor uma vez que o sinal é amplificado e convertido logo no sensor, para cada pixel. No CCD, a carga acumulada para cada pixel, é transportada até ao conversor A/D (Analógico/Digital). Com o sensor CMOS obtém-se por isso, a eliminação do efeito smear e uma redução de ruído para iluminação fraca, com a aplicação de técnicas de redução de ruído, no processamento logo no inicio do processo.

Com o CMOS, é possível ainda efectuar varrimentos mais rápidos dos pixéis, uma vez que não é necessário o tempo de acumulação e transporte da carga podendo obter-se imagens para câmaras lentas espectaculares. Ler mais

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O meu primeiro dia

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O meu primeiro dia

Publicado em 11 Novembro 2011 por PM

Era a última vez que deixava as baterias a carregar… Foi sempre assim, dia após dia, semana após semana, ano após ano. Aquele equipamento que me tinha acompanhado para todo lado, nos últimos 10 anos, estava prestes a passar de mãos.

Pedro Pereira Moreira

Pedro Moreira, RTP, foi protagonista, em Setembro último, de uma mudança profissional pouco comum: deixou a câmara e passou a redactor na editoria de Economia da Estação Pública.

É estranho… ao olhar para a câmara, para o tripé ou para qualquer outro equipamento, consigo lembrar-me de um episódio vivido nesta década de “cumplicidade”.

Nunca pensei que algum dia isto acontecesse, mas deixei-me deslumbrar com as aulas práticas na Faculdade. Achei que devia experimentar sair detrás do View-Finder…

Aquela última quarta-feira de Agosto último fez-me pensar o quão maravilhosa é esta profissão… Conhecemos milhares de pessoas, entramos nas suas vidas, partilhamos algumas das suas angústias, conhecemos o que têm de melhor e de pior. Para mim, isto estava prestes a mudar… Para trás deixava muitos dias ao sol e à chuva, muitas conversas, muita camaradagem, mas principalmente, bons amigos. Ler mais

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Viajar com escolta militar

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Viajar com os militares ou sem escolta?

Publicado em 09 Novembro 2011 por admin

Mais do que uma opção da equipa ENG, muitas vezes, a decisão de viajar sem escolta ou numa coluna militar depende apenas da oportunidade. Ambas as situações envolvem riscos, diferentes é certo, e exigem distintos níveis de preparação dos repórteres.

Viajar com escolta militar

Mesmo viajando numa coluna militar, esteja consciente das limitações e dos riscos.

Os militares podem oferecer acesso à linha de frente, e viajando com eles pode ser o único caminho para chegar a áreas onde você deseja trabalhar. No entanto, também deve estar ciente dos inconvenientes. Em alguns países, se viajar com os militares você será associado a eles e torna-se um alvo. Depois, se viaja com os militares terá de fazer o que eles dizem.
Se um unidade militar ficar sob fogo, a primeira responsabilidade de cada militar é a de se proteger a si próprio, depois ajudar os seus companheiros e finalmente tratar de si e da sua segurança. Um jovem soldado ou oficial tem pouco poder de decisão, pelo que se lhe for atribuído um soldado para o acompanhar, tente garantir que é o mais graduado possivel. Os pilotos de helicóptero podem dar-lhe uma visão geral das áreas problemáticas e permitir-lhe que capte imagens do ar. Ler mais

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